sábado, outubro 28, 2006

e.e.cummings: um poema de amor

i carry your heart with me

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)

(e.e.cummings)


carrego o teu coração comigo

carrego o teu coração comigo(carrego-o em
meu coração)nunca estou sem ele(onde
eu vou tu vais, querida; e o que é feito
só por mim és tu que fazes, meu amor)
eu não temo
nenhum destino(tu és o meu destino, meu doce)eu não quero
outro mundo (pela tua beleza ser o meu mundo, minha verdade)
e tu és seja o que for que a lua signifique
e o que quer que o sol cante sempre és tu

aqui está o segredo mais profundo que ninguém sabe
(a raíz da raíz e o botão do botão
e o céu do céu da árvore chamada vida; a qual cresce
mais alto do que a alma espera ou a mente esconde)
e este é o milagre que mantém as estrelas separadas

carrego o teu coração( carrego-o em meu coração)

(Tradução de J.T.Parreira)

8 comentários:

Betty Branco Martins disse...

Olá João

Tenho muita admiração por Edward Estlin Cummings.

Tipicamente abreviado como E. E. Cummings. Foi poeta, pintor, ensaísta e dramaturgo estadunidense. Mesmo não sendo uma representação endossada por ele, seus editores frequentemente reflectem sua sintaxe atípica ao escrever seu nome em caixa baixa: e.e.cummings.
Cummings é bastante conhecido pelo estilo não usual utilizado em muitos de seus poemas, que incluem o uso não ortodoxo tanto das letras maiúsculas quanto da pontuação, com as quais, inesperadamente, sem motivo e de forma aparentemente errônea, é capaz de interromper uma frase, ou mesmo palavras individualmente. Muitos de seus poemas possuem, também, uma distribuição não convencional, aparentando pouco ou nenhum sentido até serem lidos em voz alta.
Apesar da afinidade de Cummings por estilos avant garde e por uma tipografia não usual, muito de seu trabalho é tradicional, apresentando, por exemplo, formato de soneto. Seus poemas com frequência tem como temas o amor e a natureza, bem como sátiras e o relacionamento do indivíduo com as massas e com o mundo.

Um post Fantástico!

Beijinhos
BomDomingo

hfm disse...

Gostei de reler e ler a tradução. E Cummings não é simples!

eu mesmo disse...

vi este poema.. em um filme com a cameron diaz.. (coisas no seu lugar)
e simplesmente adorei... valeu.. grande post.

faty disse...

Obrigado por esta excelente tradução! Um abraço desde Armação dos Búzios, torcemos para poder ler mais traduções suas.

M Teresa disse...

Olá João

Procurei uma tradução deste poema de Cummings que conseguisse transmitir a emoção do original para mostrá-la a pessoas que não dominam o inglês. Não sou poeta, e jamais conseguiria traduzi-lo da maneira como deve ser traduzido (na verdade recriado...) de forma a conservar toda a beleza original. Achei a sua tradução, e é belissima. Parabéns.
Maria Teresa desde Campinas - Brasil

Marcio Disney disse...

Melhor tradução que encontrei na internet. Obrigado!

Marcio Disney disse...

Melhor tradução que encontrei na internet! Obrigado :)

JOSE VILA VERDE disse...

Acabo de ver este filme.Axei lindissimo...Apoesia no fim é que me cativou..nunca tinha ouvido esta poesia.parabens.