quarta-feira, outubro 11, 2006

Regresso a casa depois da tarde

Sem projectos
nem sensibilidade
na ponta dos dedos

dos olhos
já caiu o pano
sobre os sonhos

perdidos
como um transporte
público

como um trem
que ao longe acende
o nevoeiro
com a derradeira luz
vermelha

nada há
a fazer, abres
a porta e a casa
ouve-te
em silêncio.

1 comentário:

Maria Costa disse...

"... abres
a porta e a casa
ouve-te
em silêncio."

Gostei deste trabalho. Boa semana.
Abraço.