terça-feira, abril 29, 2008

Solitude


Poema de um homem sozinho

Queria um anjo como esse que enviaste
com as pernas flexíveis
como os juncos no Jaboque
nossos riscos no ar e na água
seriam a dança sobre a música
da torrente
Estou só com o peso dos retalhos
da minha memória, sozinho
apenas acompanhado de dois olhos
e um coração apressado
É noite, mas o medo não
resolveria nada, sequer
acrescentaria um palmo
à minha sombra
Só na luta plena o nome
muda, o nome
novo se alcança
Enfim a manhã virá
rompendo
o novelo do sol
Estou sozinho, em pé
mas fincado na terra
como a lança.
7-5-2005

1 comentário:

hfm disse...

Esperando o "novo nome", belíssimo!